domingo, 9 de janeiro de 2011

Quebrados e Estragados

 No trapo de hoje não vou adentrar em metáforas. Você pode pensar que estou falando de almas quebradas ou pessoas de caráter estragado, mas não é nada disso. Hoje venho desabafar sobre coisas, sobre bens materiais, e sobre uma das situações que mais me tira do sério.
 Honestamente, prefiro algo estragado - que não funciona - à algo quebrado - que funciona mal. Entenda o dilema quando seu celular resolve ganhar vida própria, ligando e desligando sozinho; ou quando a bateria do seu MP4 está viciada e você não consegue ouvir mais do que duas músicas; ou então quando você compra fones de ouvido, mas só um funciona. Estes são exemplos simples perto da minha zica.
 Concordo que existem pessoas om uma certa tendência ao destrutivo, mas eu não! Sempre fui cuidadoso com o que é meu, e com o que é dos outros também. Fiquei irado quando um pirralho da família veio me pedir ajuda pra consertar o video-game dele, que estragou. A peste havia colado adesivos por todo o aparelho, fora as pequenas rachaduras provocadas pelas prováveis quedas. Pior ainda foi saber que o muleque dava socos no video-game quando ele não funcionava. Meu zelo para com as coisas se reflete numa raiva incomum contra pessoas que não possuem o mínimo cuidado com nada!

 Mas não sei o que há comigo. Por que minhas coisas estragam? O celular, o MP4, a caixinha de som do computador. Todas as dezenas de fones de ouvido que eu comprei - nenhum deles durou uma semana. Minha impressora se recusa a imprimir corretamente qualquer documento. Meu DVD portátil funciona bem, mas o carregador de bateria dele estragou, assim como todos os carregadores de celular que tive na vida. O pior de tudo foi o Xbox 360 do meu tio, que estragou enquanto estava comigo; antes que você pense que sou um destruidor de objetos, o Xbox estragou por falhas técnicas devido ao tempo de uso. Tenho certeza que se eu o jogasse na parede, antes disso, ele continuaria funcionando normalmente.
 Dos sobreviventes, restam minha TV de 14", que nunca queimou mas já chegou a dar problemas no canhão de imagem e no gama - hoje funciona corretamente. Meu PS2, que me deu um baita susto com a luzinha amarela, até hoje (depois de 4 anos) funciona como novo. Meu computador está mais do que vencido mais ainda aguenta alguns meses sem formatação. Meu Xbox (meu, não o do meu tio!) é minha grande paixão e nunca estragou! Bem, acho que é só isso que ainda funciona bem.
 Mas se você acha que meus problemas são apenas com eletrônicos, se enganou. Meus tênis - originais ou não - não duram mais de um ou dois anos. Todo acessório que eu uso é destruido ou se perde em semanas; salvo meu anél de prata, que anda sempre comigo. Do vestuário às coisas mais pequenas: chaveiros, bottons, carteiras, réguas e esquadros, canetas, lapiseiras, compassos então...
 Bem, ultimamente tenho pesquisado qual poderia ser o motivo de tudo que é meu ir pro saco assim. Minhas estatisticas apontam que a maioria das coisas que estragam são presentes, e considerando que muitos deles são piratas, a margem de destruição iminente sobe ainda mais. Entretanto, quase tudo (eu disse quase) que vem de lojas credenciadas ou são produtos originais, duram o dobro do tempo ou simplesmente não estragam. Um exemplo é meu joystick (manete) do PS2, ele é original e durou 4 anos comigo; começou a zicar e no dia seguinte comprei outro. Não posso ficar seu jogar, entendeu?
 Daqui pra frente, assim como promessa de ano novo, vou ter mais cuidado com tudo que é meu, seja pirata ou original. Não aceito que digam que sou descuidado, pois eu me conheço e sei que não sou! Então vamos ver o que vai estragar esse ano, quem sabe isso até renda uma série aqui no TRAPO...

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Rotina de Férias


 Dias sem nenhuma obrigação estragam meu relógio biológico. Este, que funcionava de sete da manhã à meia noite, agora funciona das treze às duas ou três da manhã. Fatalmente, dores nas costas e um certo cansaço precoce ajudam nessa onda de marasmo.
Mas se me perguntarem se eu quero voltar à minha estressante rotina, certamente eu diria que devo pensar mais um pouco; e se caso me der vontade,
eu espero ela ir embora pra bem longe.
 Contudo, meus leitores devem pensar que eu abandonei a escrita para curtir a preguiça, mas não é bem isso. Agora tenho que "trabalhar" como nunca, pois estou gerenciando dois blogs: o TRAPO original (este que você está lendo) e o TRAPO games, que você poderá curtir melhor clicando no link; tenho postado frequentemente por lá; tem até um Top 10!


 Meus dias de férias mantém um contraste violento com a minha antiga rotina. Meu café da manhã se resume em toddy com biscoito recheado, mas nem sempre. Tenho almoçado bem tarde, bati meu próprio recorde há alguns dias almoçando às cinco da tarde. Tenho comido muita comida oriental também!
 Me entretendo, passo bastante tempo encarando o inferno (Dante's Inferno) no meu Xbox 360; às vezes dou uma pausa para o Play 2 e curto um pouco de Silent Hill, que eu particularmente adoro. Quanto ao meu PC, bem aqui... bem, perdi meu interesse no orkut; e acho comum, todo usuário se cansa depois de algum tempo. Definitivamente não entro mais no msn - chega de discórdia por lá! E além do mais, não acho assuntos para tratar e nem pessoas para, de fato, conversar. Sabe aquelas conversas que duram horas, aonde nem por macumba você quer fechar a janelinha? Então, não tenho uma dessas há tempos. Tiro algumas horas do dia para postar alguma coisa nos blogs. Descobri que trilhas sonoras de games me fazem muito bem, minha relação com eles é mais profunda do que eu pensava; neste exato momento estou apreciando a maravilhosa orquestra que interpreta Shadow of The Colossus. Chegando ao fim do dia, sempre me cabe um bom filme ou um episódio de Dexter, às segundas-feiras.
 Depois de passar a terça-feira inteira dentro de casa alternando entre as tarefas dispostas acima, decidi sair hoje para ir ao banco coletar minhas "amigas onças", terminei de pagar meu Xbox esse mês e agora vai me sobrar alguma grana para gastar à toa. Num pulo já estava de volta em casa. Com a cidade cinza e previsões de chuva, o conforto do meu quarto se torna demasiado convidativo. Não passo mal como antes, provando que era minha antiga rotina estressante que me fazia mau, e até me fez desmaiar.
 Mas quero ficar por aqui, ou não; sinceramente, quero fazer o que eu quiser! Tenho uma bagunçinha para arrumar no meu guarda-roupas e alguns itens para reorganizar. Nada poderia me fazer tão bem quanto estar no meu domínio, meu avô gosta de muito de dizer que "a vida está acontecendo lá fora", mas a minha vida acontece aqui! E sejam bem-vindos aqueles que quiserem me visitar durante as férias.