A crise se foi, o estresse excessivo a acompanhou e o Natal chegou, como tinha de ser. Se este for realmente o último natal (segundo a profecia Maia), é melhor que o indivíduo que me tirou neste amigo-oculto acerte no presente, já que de resto, a maioria resolve não acertar. Estava saindo de casa quando me lembrei do TRAPO e do meu computador recém-formatado, pronto para uso. Certamente eu me sentiria culpado caso saísse daqui para comer horrores, rir um bocado e enfim, dormir até mais tarde para o feriadão e não comentasse um pouco do que estou sentindo em relação à época reluzente.
Dezembro foi estranho. Coisas aconteceram tão rápido que a chance de pensar passou como um cometa e nem sequer se despediu. Me pego lamentando, e por muitas vezes rindo das atuais situações. O sobe e desce de emoções e eventos não parou! Entremeios de tanta expectativas e planos para o novo ano, decisões importantes a serem tomadas e ainda assim, um destino muito incerto. Agradeço a vida por ter muito o que fazer, mas novamente enfatizo que quem quer abraçar o mundo acaba ficando sem os braços.
Nas últimas semanas não tive ânimo algum para desenvolver absolutamente nada fora do meu ovo social. Entre o namoro, o trabalho e os hobbies, muito fora adiado, mas não esquecido. Enfim, não sobrou paciência para comentar sobre as notícias do mundo e sobre todas as mazelas que eu, particularmente, adoro usar de exemplo aqui no blog, entretanto, muitas realidades serão alteradas dentro do novo ano.
Finalizando neste quarto, breve e resumido parágrafo, deixo meus bons votos aos que merecem. Estou feliz e um pouco mais otimista em relação ao futuro. Espero mesmo poder realizar os planos anotados para 2012, e poder contar aqui como tem sido. Novamente o incerto me alcança, trazendo ares de uma enorme revolução e receio; mas como manda a regra aqui no país da pizza, encaro com bom-humor...
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sábado, 24 de dezembro de 2011
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
De Barriga Cheia
A encheção de saco e as insuportáveis expeculações me expulsaram de lá. Tudo junto, se misturando com a minha ansiedade em postar o burrice 3 e ainda ter que visitar o bairro vizinho e ver rostinhos indesejáveis era demais. Uma desagradável sensação é a mistura da raiva com o desespero e a ansiedade. Alguém quer porque quer brigar comigo mas nem pra isso eu serviria.
Saí de casa com um frio na barriga - pensando na morte, como faço às vezes. Segui subindo até o ponto de ônibus para o dito bairro vizinho e pelo caminho observei as luzes de natal, gostaria que meu humor estivesse tão belo quanto os enfeites.
A espera pelo ônibus não foi muito longa, mas pude perceber no ponto um pai de família frustrado - e sim, eu fazia alguma idéia do motivo. Sua mulher tinha o cabelo longo e muito mal tratado, preso com uma buxinha de cinquenta centavos; usava uma saia cigana até os pés, com unhas que aparentemente nunca foram feitas, além de calçar uma rasteirinha - que particularmente odeio; completanto o figurino, uma blusinha Heloisa Helena. Se não pelo amor verdadeiro, nada seria capaz de fazer o pobre homem gostar de uma mulher que não se cuida. O pior de tudo é ouvi-la pedindo dinheiro para comprar chocolate para o muleque pirracento e para a pré-adolescente que seguia exatamente o figurino da mãe. Não pude deixar de reparar a bíblia debaixo do braço daquele homem, e deixo minha dica: se você é crente e tá doido pra transar, não caia na bobeira de se casar com o(a) primeiro(a) que aparecer, você não será plenamente feliz e irá desgraçar sua vida somente para dar uma trepada toda noite. Segure a onda pois não vale a pena.
Me senti um carrasco quando me peguei rindo da família desestruturada e da cara do pai de "por#@, aonde eu fui amarrar meu jegue...". Contemplar aquilo me fez ver como minha vida era boa, pelo menos eu não tenho uma mulher descuidada e nem pentelhos pirracentos; modestia à parte, minha atual namorada se cuida muito bem e anda sempre cheirosinha perto de mim. Falo dela em outro trapo.
Segui lendo Harry Potter dentro do ônibus, a leitura normalmente me tira de órbita e me faz esquecer do mundo ao redor, mas não do meu celular vibrando no meu bolso. Desci no ponto mais próximo pois acabara de ser presenteado com uma carona. Esperando por ela - a carona - testemunhei novos casos de vidas piores que a minha. Uma solteirona gorda e escandalosa se dizia alto-suficiente e jurava para suas amigas que não precisava de homem algum, até porque os homens não devem precisar muito dela. Dentre outros casos, meninas certas com os caras errados, jovens rebeldes e viciados espalhados por todo o lado, o ápice da mediocridade se concentrava no ponto do shopping naquela noite de véspera de natal - quem sabe onde moro conhece o tal shopping. Caramba, como minha vida é boa - quero voltar pra casa!
Com a chegada da carona, fui e voltei num pulo até o bairro vizinho. Nada me pareceu melhor do que eliminar qualquer vínculo com aquele lugar, que já me fizera tão mal. Mas danem-se agora! Apenas desejo aos meus verdadeiros amigos que sejam fortes e sobrevivam - eles sabem quem são e ao que me refiro.
Na volta pra casa, minha cabeça havia virado. Tudo que vi naquela noite passara na minha mente como um raio de luz divino, me mostrando como eu tenho uma vidinha razoável. Como de praxe, terminamos a noite em pizza, e estive bastante feliz pela reviravolta; as vezes eu reclamo de barriga cheia.
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Às Vésperas...
... de quando o mês do natal finalmente chegou, não consegui pensar em muita coisa sobre a festa. Tentei montar algo interessante para o título do TRAPO mas desisti da idéia. Recebi a dica de um ESPECIAL relacionado ao natal, postagens sobre todas essas festividades de final de ano, enfim... mas não acreditava que o blog precisasse disso. Francamente, odeio escrever sem vontade sobre tais assuntos que pouco me inspiram.
Possivelmente você pense que não gosto do natal, não é nada disso. Essa época do ano é a única que consegue me arrancar suspiros de puro encanto. Testemunhar a forma carinhosa de como as pessoas se preocupam com a data é algo magnífico; e de certa forma, tudo parece um pouco mais pacífico. No mês dos shoppings lotados e infernais filas de pagamento, esse repugnante detalhe morre diante da beleza exposta em todo canto. É algo fastástico e suavemente adorável.
Mas afinal, por que gostar disso? Ainda não sei. Penso que por ser uma temporada de curta duração, damos uma atenção especial ao que acontece de bom. No meu caso, tento manter minha mente ainda mais longe dos problemas e sei que algo lá fora me implora para fazer isso. Se tivéssemos um ano inteiro de natal, certamente ficariamos demasiado fadigados e faríamos a verdadeira festa quando ele acabasse. Logo, talvez seja esse o mistério de certas coisas boas: duram tempo suficiente para se tornarem inesquecíveis, e - no caso do natal - deixam a gostosa sensação de que irá se repetir sempre.
A harmonia espalhada durante as últimas semanas causam espanto, pelo menos em mim. Não é comum ver gente sorrindo sem motivos extremos e se desculpando por qualquer esbarrão. Toda forma de contato se transforma em um sincero feliz natal na hora da despedida. É como se de repente o mundo entrasse em uma bruta e forçada trégua, em unanime respeito à época natalina. Logicamente, está é a minha visão; sei que muitas desgraças continuam acontecendo por aí, mas é inegável a diferença percebida entre final de ano e meses comuns, que certamente poderiam ser tratados como tal, porque não?
Entretanto, só nos falta mesmo a neve, que ajudaria bastante nesses dias de tanto calor. Uma chuva hoje à tarde levou todo o lixo acumulado nas desventuras deste ano, que têm pouco mais de uma semana restante. As coisas parecem muito bem por aqui, e como você se sente agora, bem aí, na frente do seu computador? Encha seus paitos de ar e assopre, dê essa chance para si mesmo e sinta-se vivo agora. Pense um pouco e perceba que não são os presentes, nem as luzinhas em todas as janelas por todo lado, e nem mesmo o dito nascimento do Jesus boy; está é apenas mais uma rara e aconchegante noite ao lado da família e dos parentes, sejam eles chatos ou não. E caso você esteja sozinho neste natal, agradeça por poder ler esta postagem e saber que em algum lugar alguém lembrou da sua solitária. Podem rir agora...
Possivelmente você pense que não gosto do natal, não é nada disso. Essa época do ano é a única que consegue me arrancar suspiros de puro encanto. Testemunhar a forma carinhosa de como as pessoas se preocupam com a data é algo magnífico; e de certa forma, tudo parece um pouco mais pacífico. No mês dos shoppings lotados e infernais filas de pagamento, esse repugnante detalhe morre diante da beleza exposta em todo canto. É algo fastástico e suavemente adorável.
Mas afinal, por que gostar disso? Ainda não sei. Penso que por ser uma temporada de curta duração, damos uma atenção especial ao que acontece de bom. No meu caso, tento manter minha mente ainda mais longe dos problemas e sei que algo lá fora me implora para fazer isso. Se tivéssemos um ano inteiro de natal, certamente ficariamos demasiado fadigados e faríamos a verdadeira festa quando ele acabasse. Logo, talvez seja esse o mistério de certas coisas boas: duram tempo suficiente para se tornarem inesquecíveis, e - no caso do natal - deixam a gostosa sensação de que irá se repetir sempre.
A harmonia espalhada durante as últimas semanas causam espanto, pelo menos em mim. Não é comum ver gente sorrindo sem motivos extremos e se desculpando por qualquer esbarrão. Toda forma de contato se transforma em um sincero feliz natal na hora da despedida. É como se de repente o mundo entrasse em uma bruta e forçada trégua, em unanime respeito à época natalina. Logicamente, está é a minha visão; sei que muitas desgraças continuam acontecendo por aí, mas é inegável a diferença percebida entre final de ano e meses comuns, que certamente poderiam ser tratados como tal, porque não?
Entretanto, só nos falta mesmo a neve, que ajudaria bastante nesses dias de tanto calor. Uma chuva hoje à tarde levou todo o lixo acumulado nas desventuras deste ano, que têm pouco mais de uma semana restante. As coisas parecem muito bem por aqui, e como você se sente agora, bem aí, na frente do seu computador? Encha seus paitos de ar e assopre, dê essa chance para si mesmo e sinta-se vivo agora. Pense um pouco e perceba que não são os presentes, nem as luzinhas em todas as janelas por todo lado, e nem mesmo o dito nascimento do Jesus boy; está é apenas mais uma rara e aconchegante noite ao lado da família e dos parentes, sejam eles chatos ou não. E caso você esteja sozinho neste natal, agradeça por poder ler esta postagem e saber que em algum lugar alguém lembrou da sua solitária. Podem rir agora...
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