Ninguém quer fazê-lo, suas causas não são passíveis de entendimento, suas consequências são sempre piores que a própria maldade feita, o mundo discorda mas ele existe. O mau, o contrário de bom e do bem intencionado, parceiro fiél da tragédia e do infortúnio, o mau temido e não aceito, o mau que sempre será mau e jamais deixará de sê-lo, na extrema consciência, por todos os caminhos que vagar.
Ele não precisa de convite, mas sua sutileza em agir não o deixa ser penetra. Sua face é quase sempre desprezivel, ou no contraditório, um vigarista, aparentemente justiceiro, sanguinário mas no fundo misericordioso, tão complexo que o próprio bem o acaba deixando passar. Por pouco tempo ou tempo nenhum, talvez a eternidade seja imprecisa ou desnescessária demais para suas tarefas, o fim do mau será sempre esperado, e seu retorno o mais temido enquanto tudo correr bem.
O gosto do seu beijo é doce mas amargo no final. Existe uma especialidade de suas ações que se concentram em partes obscuras que suas próprias vítimas desconhecem. O efeito deste veneno desce sem pressa, escorrega pelas paredes da garganta, no sentido contrário da vontade involuntária que sempre te faz chorar; nem ao centro mas falsamenete ao lado esquerdo, adentro da mentira que homens insitem em acreditar, pois sabem que a dúvida gritaria chamando-os de loucos e insanos.
A resistência é fútil, ninguém deseja e alguns debocham de sua hora ruim. Sagaz, deixa que tudo siga como deve normalmente, não há pressa em ambos os lados, apenas um estranho frio que consome a espinha, encara a espinha fraca a ser violentamente devorada. Tentar desvendar estes planos é algo perigoso, pode livrar alguém ou todos, por tempo determinado ou não, estando cientes de que para morrer basta estar vivo. Quando há batalha o corpo sua, a vitória mal ganha segue engasgada em sua revanche, ela gera uma guerra maior - a mais poderosa e devastadora de todas.
Neste labirinto de seres desconhecidos, escolher se torna cansativo, cada passo pesa mais e maior fica o caminho até a luz. A porta é única, e não há entrada quando se está inserido; não há razão para gritar quando o sangue estanca, inútil será derramar lágrimas em solo tão escasso. É na terra do mau que o céu é sempre nublado mas nunca chove, onde a ventania esconde a verdade por trás de longos arbustos secos. Essa viagem na minha mente poderá prendê-la à sua, e assim estaremos condenados por nosso pecado coletivo, esperaremos pelo áspero perdão, orando para que encontre um caminho seguro até nós.
Cicatrizes ficarão, marcas na mente irão ser convertidas em pesadelos constantes, se existe um esconderijo longe de tanta loucura, encontre-o em meio a civilização e me avise. Toda a sua paciência em esperar e deixar que tudo desabe têm sido a peça chave da derrota, sua cabeça estará agora vazia e nada invadirá durante alguns dias, a recuperação chegará e seus comprimidos da realidade logo farão efeito. A visão embaçada será apenas um colateral dos seus drinques malditos, não haverá o que temer na causa nula, repousará na mesma companhia em seu quarto, acordará suavemente, flutuará num susto psicológico que tardará em passar. No fim nada ficará em branco, e tudo o que se foi, certamente voltará.
Afinal, o mau é estranho, doentio, sinistro e eficaz. O mau que o ataca e lhe joga contra a parede, lhe aponta com um cajado da justiça cega, sendo o mesmo que o fez se pôr de pé mais uma vez. O mesmo mau que o derrubou o fez admitir e arrepender-se dos erros, o mau que não é mau, mas procura ser justo diante das circunstâncias.
O mau nescessário, o instinto, o impulso que empurra contra a porta da esperança. Nada é corretamente perfeito, assim como a vida sem o mau, que torna-se monotona e imune aos desafios. Assim ele segue como estranho amigo, passando despercebido, mantendo sigilo de seu vicioso ciclo de lições e punições.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Jack Esqueleto
Seu nome original é Jack Skellington, um personagem exótico, carismático e misterioso, criado pela genial mente de Tim Burton, atualmente aclamado pelo remake - em live-action - de Alice no País das Maravilhas. O personagem é conhecido na Cidade do Halloween, onde vive, como rei do terror. Como o seu próprio nome sugere, Jack é um esqueleto, o que explica sua aparência extremamente magra. Normalmente costuma trajar-se de ternos escuros e elegantes, que combinam com o ambiênte sombrio de sua terra.
No Cinema
O personagem estrelou o filme The Nightmare Before Christmas, conhecido no Brasil como O Estranho Mundo de Jack. A obra adaptada por Michael McDowell teve sua estréia em 29 de outubro 1993, data próxima ao halloween. Ainda hoje o filme é aplaudido por sua originalidade.
Na trama, Jack está entediado por sua tarefa de assustar aos humanos durante o halloween, ele então encontra um local místico com portas estranhas em meio à floresta, cada uma das portas conduzia quem entrasse à uma das festividades comuns aos humanos. Ele decide explorar os novos mundos e se encanta com a beleza do natal, decidindo então fazê-lo à seu gosto. Jack consegue convencer os habitantes de sua cidade à raptarem o Papai Noel, fazendo assim um natal sombrio e com presentes assustadores.
Na Inspiração
Muitos adolescentes inspiram-se no personagem (inclusive eu!), acredito que por sua personalidade frágil e ao mesmo tempo assustadora. Jack se transformou num ícone dentre os jovens inteligentes e de mente aberta, funcionando como uma fuga intelectual de um mundo contaminado por marginalidade e música ruim. A criação de Tim Burton invadiu os blogs de muitos pensadores, suas roupas e até mesmo pequenos acessórios, como um bracelete semi-destruído e um suvenir que tenho e zelo com muita dedicação.
No TRAPO
O personagem estrelou o filme The Nightmare Before Christmas, conhecido no Brasil como O Estranho Mundo de Jack. A obra adaptada por Michael McDowell teve sua estréia em 29 de outubro 1993, data próxima ao halloween. Ainda hoje o filme é aplaudido por sua originalidade.
Na trama, Jack está entediado por sua tarefa de assustar aos humanos durante o halloween, ele então encontra um local místico com portas estranhas em meio à floresta, cada uma das portas conduzia quem entrasse à uma das festividades comuns aos humanos. Ele decide explorar os novos mundos e se encanta com a beleza do natal, decidindo então fazê-lo à seu gosto. Jack consegue convencer os habitantes de sua cidade à raptarem o Papai Noel, fazendo assim um natal sombrio e com presentes assustadores.
Muitos adolescentes inspiram-se no personagem (inclusive eu!), acredito que por sua personalidade frágil e ao mesmo tempo assustadora. Jack se transformou num ícone dentre os jovens inteligentes e de mente aberta, funcionando como uma fuga intelectual de um mundo contaminado por marginalidade e música ruim. A criação de Tim Burton invadiu os blogs de muitos pensadores, suas roupas e até mesmo pequenos acessórios, como um bracelete semi-destruído e um suvenir que tenho e zelo com muita dedicação.
As mudanças de forma e expressão do personagem combinam com a temática do blog, que mistura textos cômicos e, na maioria das vezes, críticos. Como rei do terror, Jack pode se transformar em formas distintas do gênero, para assustar ou cativar quem quer que seja. O esqueleto é, sem dúvidas, um representante chave da mensagem do TRAPO:
Brincando de falar sério; levando à sério as brincadeiras.
Finalizando, curta uma canção entoada por Jack ao conhecer a Cidade do Natal.
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