quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Não é Um "Adeus"

 Caros leitores, meu tempo é escasso e não há - de verdade - muito a ser dito. Meu recado será direto e honesto, longe de minha peculiar grosseria, mas na ênfase da boa e velha sinceridade.
 O TRAPO é fantástico! Em um dos primeiros textos, contei um pouco sobre o carma acerca de trabalhos não terminados, mas hoje me sinto realizado por saber que este blog está aqui, e aqui permanecerá! Muitos amigos gostam de navegar pelas páginas do TRAPO e devanearem um pouco em tudo que compôs quase dois anos de blog. Mais um vez gostaria de agradecê-los: amigos e fiéis seguidores.
 Sim, o TRAPO estará inativo por tempo indeterminado. Você poderá acessar quando quiser e participar de todas es extensões do blog, desde os comentários nas postagens às comunidades do orkut e o nosso caderno de perguntas. Possivelmente, existirão novos canais do TRAPO na internet, mas não divulgarei nenhum desses projetos por agora. O verdadeiro projeto por traz de tudo isso é o maior e o mais precioso de uma vida de sonhos e vontades domadas pelo excesso de informação.
 O primeiro livro de Sérgio Bitencourt vai sair, amigos, acreditem! Durante todo o ano, foram muitas as tentativas, entretanto percebi que não sou apto a dividir minha habilidade em dois - não ainda. Para que haja dedicação e tempo disponível às outras tarefas que o mundo e a sociedade impõem, um sacrifício é preciso, e posso dizer, honestamente, que não me sinto, de fato, sacrificado, pois o trabalho realizado no TRAPO vive com seus leitores e continuará fluindo nas veias da internet, circulando por aí...
 Os detalhes da obra não serão divulgados por hora. Tudo ficará para o ano que vem, e é possível também que o TRAPO venha a se transformar na principal fonte de divulgação deste projeto, algo que me impulsiona de forma violenta, num incrível êxtase! Aqueles que me conhecem, sabem de minha determinação e como me entrego àquilo que me disponho a fazer; a enfrentar.
 Este será o desafio de 2012: um livro! O primeiro de muitos, e por isso não é um adeus, e nunca será...
 Melhor do que nunca, ainda mais inspirado a criar e revolucionar a mente daqueles que apreciam minha escrita, desejo de coração os melhores votos aos meus grandes amigos e a todos que me apoiaram na caminhada, e também aos haters que tornaram o TRAPO polêmico e famoso, por assim dizer.
 Enfim, à todos um 2012 cheio de boas expectativas e grandes realizações.

Um abraço.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Xmas

 A crise se foi, o estresse excessivo a acompanhou e o Natal chegou, como tinha de ser. Se este for realmente o último natal (segundo a profecia Maia), é melhor que o indivíduo que me tirou neste amigo-oculto acerte no presente, já que de resto, a maioria resolve não acertar. Estava saindo de casa quando me lembrei do TRAPO e do meu computador recém-formatado, pronto para uso. Certamente eu me sentiria culpado caso saísse daqui para comer horrores, rir um bocado e enfim, dormir até mais tarde para o feriadão e não comentasse um pouco do que estou sentindo em relação à época reluzente.

 Dezembro foi estranho. Coisas aconteceram tão rápido que a chance de pensar passou como um cometa e nem sequer se despediu. Me pego lamentando, e por muitas vezes rindo das atuais situações. O sobe e desce de emoções e eventos não parou! Entremeios de tanta expectativas e planos para o novo ano, decisões importantes a serem tomadas e ainda assim, um destino muito incerto. Agradeço a vida por ter muito o que fazer, mas novamente enfatizo que quem quer abraçar o mundo acaba ficando sem os braços.
 Nas últimas semanas não tive ânimo algum para desenvolver absolutamente nada fora do meu ovo social. Entre o namoro, o trabalho e os hobbies, muito fora adiado, mas não esquecido. Enfim, não sobrou paciência para comentar sobre as notícias do mundo e sobre todas as mazelas que eu, particularmente, adoro usar de exemplo aqui no blog, entretanto, muitas realidades serão alteradas dentro do novo ano.
 Finalizando neste quarto, breve e resumido parágrafo, deixo meus bons votos aos que merecem. Estou feliz e um pouco mais otimista em relação ao futuro. Espero mesmo poder realizar os planos anotados para 2012, e poder contar aqui como tem sido. Novamente o incerto me alcança, trazendo ares de uma enorme revolução e receio; mas como manda a regra aqui no país da pizza, encaro com bom-humor...

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

♪♫ Mad World

Gary Jules - Mad World (Tradução e Vídeo)

À minha volta estão rostos familiares,
lugares estragados, rostos estragados...
É claro e cedo para a sua correria diária,
indo a lugar algum, lugar algum...
As lágrimas estão encharcando seus óculos,
sem expressão, nenhuma expressão...
Escondo minha cabeça, quero acabar com meu sofrimento.
Não há amanhã, não há amanhã...

E eu acho isso meio engraçado,
acho isso meio triste.
Os sonhos pelos quais estou morrendo,
são os melhores que já tive.
Acho difícil dizer isso à você,
acho difícil de encarar.
Quando pessoas andam em círculos,
é um mundo muito...
mundo louco... mundo louco.

Crianças esperando pelo dia em que se sentirão bem.
Feliz aniversário, feliz aniversário...
Feitas para se sentirem da maneira que toda criança deveria.
Sentar e escutar, sentar e escutar...
Fui à escola e estava muito nervoso,
ninguém me conhecia, ninguém me conhecia...
Olá professora, diga-me qual é a minha lição.
Olhe para mim, olhe bem para mim.

E eu acho isso meio engraçado,
acho isso meio triste.
Os sonhos pelos quais estou morrendo,
são os melhores que já tive.
Acho difícil dizer isso à você,
acho difícil de encarar.
Quando pessoas andam em círculos,
é um mundo muito...
mundo louco... mundo louco.
Amplie seu mundo.
Mundo louco.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Dias a Menos Para Sempre

 Em 13 dias não pude tirar nada de satisfatório da minha cabeça para definir este dezembro. Há um motivo para tudo. Por entre corredores apertados, abarrotados de rostos estranhos, e outros lugares que não pertencem ao meu convívio, constantemente tenho levado meus olhos ao nada quando a mesma questão ecoa como uma bomba na minha mente: o que diabos estou fazendo aqui?
 Minha vida mudou. Junto à isso uma sensação de que algo fora deixado para trás. Tenho vergonha de admitir e por isso prefiro não olhar, mas sei que ainda está lá. Na verdade, está bem aqui, comigo, mas eu o desprezo, pois não consigo enfrentá-lo, mas quero abraçá-lo e nunca deixá-lo ir. Aonde vim parar?
Os questionamentos não param! E à medida que expectativas crescem, algo continua sumindo. Parte de um eu tão ímpar e profundo que, se perdê-lo, sinto que enlouqueceria, numa frenesi sem cura.
 Uma onda de consciência tenta sempre me convencer de que aqueles tempos jamais voltarão. E o que estou pensando? Eu não quero que voltem... e por isso é tão difícil explicar. Cada minuto condena um centimetro morto do meu espaço e me faz perceber o quanto estou sendo invadido. Não fico mais sozinho e, por consequência, não consigo raciocinar corretamente. O tempo de mim, que deveria ser dedicado à mim, se perde em pequenas faltas. São erros que nenhum arrependimento pode empurrar ao esquecimento, mas que me farão crescer, ainda que eu sinta o chão trincando sob os meus pés.
 Em poucas semanas, as engrenagens que moviam minha mente começaram a enferrujar, provocando ruídos insuportáveis e apontando toda essa falta de compromisso com tudo que - verdadeiramente - me pertence. Conforme soava desesperada a sinfonia, minha procrastinação permanecia. Discreta aos alheios, inevitável para mim; tão clara e assustadora como a luz que invade cômodos sombrios no frio da manhã.
 E então o grito. Como vou curar isso?! Tantas mudanças me tornaram inaderente ao futuro. O simples planejamento tornou-se árduo demais, e a combinação dos fatores destrutivos desta trágica temporada me levaram à quimera profunda, onde me separar do mundo é necessário e quase impossível.
 Continuo então adiando cada sonho, e odiando cada momento de insatisfação. Aquela imagem no espelho não está mais tão transparente, as luzes de um iminente sucesso não brilham mais como antes. Tudo se apaga, e o que fica são apenas cinzas de uma imensa vontade não concretizada. Tentar explicar minuciosamente seria errôneo. Só resta manter o ritmo e tentar desviar as setas pelo caminho certo.
 Quando éramos crianças, nos cercavam de atenção e presentes, doces e demasiados agrados. O tempo escorreu pelos traços, em nossa constante mudança, trazendo consigo obrigações e resposabilidades. Onde estão nossos amigos e família? Como estão suas vidas? A perda abstrai seu próprio medo até que nenhum deles seja relevante. As pessoas sentem muito na exata proporção em que passamos a não sentir nada. Quanto mais se tem, mais se perde e no fim... teremos apenas a nós mesmos.


We're all dying.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

New Thinkers


 Olá, amigos pensantes!

 Hoje quero divulgar um teste muito interessante, baseado numa teoria recente, que define oito tipos distintos de pensamento. Não há muito o que dizer sobre o teste e seus resultados, mas a experiência das 24 perguntas é realmente valiosa. Para fazer o teste, clique aqui, e não se esqueça de expor resultados e opiniões aqui no TRAPO. Um abraço...

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Pobres desiludidas...

... garotas descomprometidas com si mesmas. Procuram, procuram e procuram, mas nem ao menos sabem o que querem achar. Reclamam, e clamam por socorro, pedem por misericórdia e gritam como criança querendo atenção.
 Pobres desiludidas, que reclamam dos homens e supervalorizam essa sua estupidez. Pobres daquelas que nunca encontrarão um homem de verdade, pois nem a si mesmas conseguem amar.
Sérgio Bitencourt

Texto originalmente postado por mim, no facebook.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

As Formigas

 Observando algumas formigas no jardim aqui de casa, percebi que todas seguiam uma mesma rota carregando folhas maiores que elas mesmas, mas, seguiam firme em direção ao formigueiro, que descobri estar poucos passos adiante, o que para elas deveria representar uma grande viagem.
 De repente percebo que uma delas está com uma folha exageradamente grande nas costas, deveria ser pelo menos vinte vezes maior que ela, e seu esforço era notado a distância. Fiquei ali imaginando o orgulho dessa formiga presunçosa, carregando aquela folha gigantesca e como ela deveria estar ansiosa em mostrar a formiga rainha como ela era forte, como ela era capaz, quem sabe até ganharia uma promoção.
 Enquanto a fila de formigas seguia em direção ao formigueiro, essa formiga girava em volta de si mesma, sem conseguir sair do lugar, seu esforço era tão grande que mal avançava um passo, voltava dois para trás; estava tão cega, tao entretida na sua luta de carregar aquele mundão nas costas que nem percebeu que todas as formigas largaram as folhas para escapar do pé de um menino que vinha correndo atrás de uma bola. As formigas escaparam por pouco, mas nossa amiguinha morreu esmagada, agarrada à sua folha.


 Assim como a formiga, nós seres humanos, inteligentes e sensíveis, de vez em quando queremos carregar mais coisas em nossas costas que podemos suportar, os problemas dos outros, as dores do mundo e a ganância de querer sempre mais, de ser mais e melhor e quando acordamos para a realidade estamos esmagados pelo peso de nossa insensatez. Cuide mais de você, o dia passa, as pessoas passam, o tempo passa, mas você fica, você será a sua eterna companhia, todos podem até fugir de você, mas você não pode fugir desse encontro com você mesmo, com a sua paz interior, com a sua felicidade.
 Por amor a você, carregue apenas a sua mala, e de preferência, o mais vazia possível.

 Eu acredito em você!
Paulo Roberto Gaefke

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

♪♫ R-evolve

30 Seconds To Mars - R-evolve (Tradução e Música)

Uma revolução tem começado para mim internamente.A última defesa é fingir.Circule em torno de si mesmo como um homem normal.A única outra opção é esquecer.
Sente-se como se nunca estivéssemos vivos?Sente-se como se tivéssimos apenas começado?
Desafie a si mesmo somente para olhar os destroços do seu passado.Para deixar tudo isso, tudo o que tem que fazer é mentir.A política é definida e nós nunca voltaremos atrás.É tempo de execução, é tempo de executar...Tempo de execução, tempo de executar!
Sente-se como se nunca estivessemos vivos?Sente-se como se tivéssimos apenas começado?Sente-se como se nunca estivessemos vivos, por dentro?Sente-se como se tivéssimos apenas começado?Apenas começou...
A evolução está chegando!Uma revolução começou!

domingo, 6 de novembro de 2011

É Preciso Ter Cabeça

 Você ainda duvida? Darei a você, que presta atenção às minhas críticas, motivos para compartilhar comigo da minha enorme indignação. Mas se tudo continua lindo pra você, feche esta página e seja feliz.

 É preciso, primeiramente, ter paciência. Sem paciência, caros amigos, levariamos o mundo à loucura com a simples vontade de detonar tudo o que nos incomoda, e por isso ela é necessária. Sem paciência, eu já teria sido fuzilado pelo irmão do filho da put# que escuta aquele maldito funk dentro do ônibus; pelo irmao dele, sim, pois o outro estaria hospitalizado, com centenas de estilhaços de vidro penetrados no crânio. Se não fosse pela paciência, eu não estaria escrevendo este trapo, pois cada peça deste computador estaria fritando numa terabyte fogueira. Sem ela (a paciência) não haveriam tantos falsos amigos e colegas, aqueles que - por pura política - eu trato bem, por algum dia terem feito parte de algo importante que conseguiram estragar. Sem a maravilhosa paciência, a insanidade geral ascenderia à um nível tão absurdo, que poderiam demolir presidios para a construção de hospícios fortemente vigiados.
 Uma vez aprendida a lição de tolerância, é preciso ter percepção. Diante dela cria-se uma infinidade de oportunidades fora da histeria que se vê lá fora. Concordo que cada um de nós possuimos nossas particularidades quando o assunto é loucura, mas neste caso, me refiro àquilo que foge dos nossos padrões de bom senso. A percepção nos ajuda a enxergar aonde pisamos e, ainda mais importante, identificar tudo o que é nosso. Paciência sem percepção termina em isolamento. Tenha plena consciência de que você não está sozinho - por mais estranho, bizarro ou diferente que seja você ou o que você curta; existem outros que terão enorme prazer em compartilhar de suas idéias. Este blog é prova disso.
 Com a tolerância e os sentidos treinados, é preciso ter malícia. Este terceiro item é fundamental na sobrevivência daqueles que desejam mudar o mundo, ou conquistar seu espaço nele de alguma forma. Ainda que nem todos agradem, muitos discordem e a maioria continue em cima do muro; é preciso saber lançar os dados no jogo de interesses. Há menos que você tente ganhar pela força - e perder a razão em função dela - esta é a única forma de sair ileso da rede de mentiras. Por tabela, se aprende a mentir sem muito lhe custar, finjir com a consciência limpa e o corpo são, encarnar os personagens adequados e manipular os fantoches do Diabo quando for preciso; afnal, o bem e o mau jogam no mesmo time.
 Por último, depois de aprender a tolerar a ignorância, identificar os aliados e andar sobre a perigosa política; chega o momento em que é preciso viver, finalmente - aqui, no asfalto quente e cruel, onde é preciso ter cabeça. Cabeça para fazer valer seus princípios e notar que o mundo não gira em torno da sua vontade, mas que vontade é algo altamente manipulável. Cabeça para manter-se quieto, hesitar, pensar duas vezes ou três, agindo de forma simples e fenomenal. Cabeça para entender que muitos estão aqui apenas por existir, ocupando uma lacuna vazia e sem nenhuma importância. Aceitar que todos merecemos o desprezo, mas que precisamos nos abdicar deste orgulho para jogar. Cabeça para entender o motivo...
e ter o poder de compreender tantas contradições. Ter cabeça como refúgio e forte proteção.

 Até aqui, pude parecer bastante parcial, mas neste trapo farei questão de não ser. Este texto é designado aos meus verdadeiros amigos, os quais não preciso citar, pois eles se reconhecem como tal.
Do outro lado, você, que chegou até esta linha, e que compartilha de uma vida fútil, repleta de pequenas frustrações, que desabam em sua grande e fétida imagem; pegue suas frases feitas, seus padrões de comportamento, suas farsas, hipocrisias e o seu cinismo sujo e morra com eles! Este é o meu desabafo, salpicado de conselhos aos que me acompanham, e ofensas implicitas aos que, com fúria, repudio.


 "06/11/11 -- vivo num mundo onde o corpo fala numa linguagem explicita e vulgar; pessoas morrem todos os dias por motivos torpes, crianças pensam em sexo e adultos só querem brincar... onde ainda há preconceito, uma crescente falta de respeito, e os jovens lutam pelo direito de se drogar."

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Coloridos Atacam Novamente

 É simplesmente inacreditável o tamanho da merda que essa banda Restart é capaz de produzir. Este é o quarto post do TRAPO com a tag da banda, mas entendam: não é perseguição, caros coloridos... só é impossível não citar essa bandinha de festa de um ano, quando o assunto é música ruim!
 Enfim, tenho que respeitar todos os gostos, pois se querem fazer lixo, que façam! Entretanto, o que deixa muito rockeiro sangue puro puto da vida, é ver esses cretinos maquiados citando bandas clássicas e consagradas no mundo do rock como inspiração. Na última entrevista, o guitarrista - que atende pelo nome de Pe Lu - disse o seguinte ao site G1, sobre o novo single da banda:

 Acho que é a nossa mais pauleira mesmo. Como diz o nome, é o nosso jeito de fazer rock. Gosto muito dela, pois mostra uma faceta da banda que não é todo mundo que conhece.” Disse ele.

 Quer ouvir a tal faceta? Boa sorte.


Ainda bem que essa por#@ é diferente de mim...

sábado, 22 de outubro de 2011

Agridoce Nostalgia

 O céu, na última semana, permaneceu cinza e muito nostálgico, me lembrava do tempo em que adorava sair de casa no arrepiante frio para jogar RPG e me divertir com os amigos. Não só por essa, mas também por outras lembranças que surgiram; e aquelas que não surgiram foram trazidas até mim pessoalmente. Talvez um efeito cego do dia das crianças em mim, ou apenas minha mera impressão de que o mundo ficou pequeno demais e que já não cabem eu e minhas memórias num mesmo espaço.
 Maldita nostalgia! Essas recordações de matérias e vidas ligadas à minha - ao tempo em que permanecem desprendidas de mim - estão perdidas no olho de um furacão sublime, que guarda em toda a sua extensão uma complexidade inexplicável de imagens e déjà vus sinistros; sons e aromas que parecem trazer de volta as fortes cinzas de algo distante; e assim vão e voltam, por entre umas e outras que se perderam para sempre, que em vão vieram; enquanto outras volta e meia passam por aqui, só para me fazer recordar.
 Descobri que a maioria das coisas mudam drasticamente, e ainda que o tempo se arraste ao longo dos anos, só é possível perceber tal modificação quando ela já está sumindo no horizonte. Não me arrependo de nada que fiz, mas assim como todos, tenho a sensação de que foi pouco e que poderia ter sido melhor.
 Enquanto algumas pessoas cresceram, outras diminuiram (em muitos aspectos). Conhecidos de longa data tornaram-se nada mais que rostos familiares dos quais os nomes eu não me lembro; e certa observação veio a ser muito importante, pois me ajudou a perceber aqueles que nunca esqueci.
 Quanto à memória, ela funciona bem; ainda que esteja fraca para reconhecer detalhes minuciosos do passado. Logo, quando tais detalhes resolvem bater de novo à porta é que percebe-se o quanto fora deixado para trás. Tudo aquilo que há tempos possuia um valor imensurável, passou a ocupar hoje um canto frio e insignificante das minhas experiências. Muitos tolos pensam na possibilidade de reencontrar - e logo retomar - para tentar reviver; e algumas vezes reconciliar. Entretanto, não interessa qual a repetição, reforço ou retrocesso tentem usar, não se pode recriar o passado, modificar memórias ou enganar a história - é como negar sua própria imagem no espelho; um engano contra si mesmo.
 A solução menos dolorosa é aceitar que sentir saudades é saudável, e que talvez seja esta a única garantia de que algo foi bom o suficiente para gravar na memória os melhores momentos. Sua intensidade marca pontos na imensa linha que liga nossas vidas e dão sentido às nossas distintas e, por vezes, semelhantes histórias. Teremos saudades hoje, amanhã e depois, pois é com a alegria destes momentos que se desenha a vida - e ainda que infortúnios apareçam, sempre valerá a pena rir deles no futuro.

domingo, 16 de outubro de 2011

Odeio isso...

... a forma gentil como me trata, a educação, suas cortesias. Odeio seu jeito, a forma como você anda, se veste e se comporta. Eu odeio estar ao seu lado, odeio olhar pra você, e odeio ainda mais quando está bem perto de mim, dizendo coisas normais, mas que sua boca torna tão surreal. Odeio suas fotos, suas poses e seu charme, e odeio quando você usa isso contra mim. Eu odeio seu olhar, seus cabelos, seu corpo, seu estilo. Odeio poder tocar em você e odeio ser obrigado a te roubar um beijo. Odeio seus olhos de pena me dizendo "não", sabendo que no fundo eu me odeio por tanto te querer.
Sérgio Bitencourt

Texto originalmente postado por mim, no facebook.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Crianças ¿!

 Bruna Marquezine e Sasha Meneghel sempre foram amigas globais, unidas por respectivo talento e herança. Mas recentemente, Bruna foi questionada sobre sua amizade com a filha de Xuxa e respondeu:
“Ela virou minha irmãzinha mais nova. Mas não temos mais tanto assunto. Ela ainda vai passar por um monte de coisa que já passei.” Alto e claro. É quase impossível não sentir a voz da experiência de Bruninha, já que a mesma possui enormes quatro anos de idade à frente da amiga Sasha.
 Ao contrário do que você possa estar pensando, o objetivo deste trapo não é fofocar sobre a vida de pequenos famosos, mas destacar que a mulecada de hoje se acha importante demais. Como Justin Bieber, que foi barrado na porta do cinema por não ter idade suficiente e virou piada no twitter.
 Enfim - de volta ao mundo não iluminado pelos holofotes - sempre mantive a idéia de que festa de criança fosse tudo igual... até recentemente, amigos, onde uma festinha infantil em que estive se tornou o antro podre de pré-adolescentes chatos e entupidos de vaidade. Então, pude notar que...

 ... há mais ou menos dois anos, aquela garotinha não passava de uma pirralha trajada em suas vestes de bailarina, reclamando da vida por não poder ter todas as bonecas do mundo. Talvez o trauma de não poder brincar com todas aquelas próteses perfeitas a tornou obcecada em se tornar uma delas. Pois, pode parecer absurdo pensar assim, mas é a forma mais lógica de explicar a tranformação precoce e absurda que presenciei há alguns dias: ela orgulhosamente erguia seus seios recém-formados acima de saltos que transcendiam sua idade; calça jeans na medida certa para realçar suas curvas; e uma blusinha tomara que caia, para a tentação dos pedófilos. Entretanto, a pior parte veio quando minha curiosidade explodiu, eu então perguntei sua idade e uma vozinha incontestável confirmou: tenho 13 anos.


 ... do outro lado da festa, adorei jogar meus dados com uma outra infant. De cabelos lisos, franjinha, o sorriso de um anjo e uma mente tão alienada quanto o fã-clube do Datena. Como não a conhecia ainda, fui questionando seus gostos e interesses - para toda falta de assunto - até descobrir que estava conversando sozinho. Tantas perguntas retóricas me fizeram perceber, em certo ponto da conversa, que eu já estava advinhando cada resposta. Como quando perguntei sobre suas redes sociais favoritas, e logo acertei ao citar os mais conhecidos e o infalível tumblr, que é pró em infectar a mente de adolescentes em crise existencial. No desenrolar da mágica, advinhei também seus pares de tênis, incluindo os brancos com detalhes rosa e salpicados de strass.


 ... não muito longe dali, duas amiguinhas riam sem parar com seus celulares em mãos. Joguinhos? Até passou pela minha cabeça, considerando a boa época em que gostava de Snake, mas não. Bastaram apenas dois passos afora do âmago da festa para que a poluição sonora desse o ar de sua desgraça. Não só esta, como também a visual; afinal, ver duas pré-adolescentes curtindo músicas deploráveis e achando, com toda a certeza de suas reboladinhas indiscretas, que estão abafando, é um crime contra os meus óculos.

 Caso venham me questionar, dizendo que sou chato e não compreendo as descobertas dessa fase da vida, nem irei perder tempo em me defender; pois reconheço que, talvez, se eu estivesse no lugar de qualquer um desses exemplos, eu poderia ser ainda pior - principalmente se fosse famoso.
 Entretanto, não há nada que justifique tais comportamentos; ou a simples arrogância juvenil de não poder agradecer a quem lhe faz uma gentileza; ou aos diversos vídeos espalhados pelo YouTube, que ovacionam crianças incentivadas a se beijar; ou pela liberdade ilimitada oferecida pela maldita digital.
 Logo, o que é fato não pode ser enganado por nenhuma fantasia. Então lembre-se garotinho, você não é especial e ainda vai se masturbar bastante antes de conseguir alguma coisinha; e quanto a você menininha, lembre-se de que você não carrega um rei na barriga, até porque você nem pode engravidar.
Sua lista de brinquedos foi substituida por vaidades que não se esgotam, e que crescem conforme o tempo passa, na exata proporção daquilo que - um dia fora chamado de infância - está sendo extinto.

sábado, 1 de outubro de 2011

Um mundo sem religião...

"... é um mundo melhor. Um mundo onde somos responsáveis pelas nossas ações, onde podemos ser gentis com o próximo, porque queremos ou porque é correto, em vez de nos sentirmos ameaçados pelo castigo divino. [...] É bem melhor ser ensinado a pensar de forma crítica e poder tomar suas próprias decisões, do que ter as noções de um outro alguém jogadas nas suas costas." Oromis, O Sábio Pesaroso

Eldest, 514

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Gaga X Inri

 É justo que nem todo mundo (até mesmo muitos dos fãs de Gaga) reconheça o verdadeiro significado, ou a mensagem - seja ela subliminar ou não - do single Judas. Contudo, este trapo não implica em explicar tal significado, mas apenas mostrar que a ignorancia pode chegar a níveis inimagináveis.

É rir pra não se matar.

Acesse o Mundo Canibal e divirta-se!

sábado, 24 de setembro de 2011

Passageiro

 Porque pensar como eu dói. Porque os altos graus dos meus óculos não refletem apenas meus problemas visuais; e a cada dia seguinte em que essa dor cresce, sou novamente talhado por uma espada de dois gumes que tantas cicatrizes me fizeram. Eis então a diferença, a fina lâmina que separa o ser assim e o não ser. Existe certa satisfação em ser autêntico, e quem disse que estar satisfeito não dói?
 Queria ser como eles e agir como eles... pois sim, tenho inveja deles. Eu queria gostar daquilo que gostam, me aventurar em inúmeros falsos romances, dizer amor sem ao menos conhecer tal sentimento. Talvez a dor fosse menor caso usasse aquilo que acham bonito, compartilhasse das mesmas canções e poemas clichês, e fosse tão fútil e desinteressante a ponto de poder integrar meu sorriso amarelo em qualquer multidão. Eu queria acreditar em tudo que ouço, deixar de ser chato e meticuloso. Me alienar.


 Logo, quando pareço estar desistindo, percebo que a força que me impulssiona não é externa. Depois de, por infelizes segundos, desejar ser tão medíocre, lembro-me daquilo que não vendo, e de uma integridade tão sólida que nem mesmo os mais fortes tiranos conseguiram mover. E é quando me deito, em profundo silêncio, que tenho a certeza e o orgulho do ser assim, e do necessário mal que isso me traz.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Quebrados e Estragados II

 Ah, que saudade do meu espaço; e também de quando as coisas costumavam funcionar. Comentei na 1ª postagem deste título que a situação poderia virar série e parece que meu dedo podre para palpites vingou enfim. Mas nesta postagem, em especial, eu gostaria de ressaltar outras formas e dimensões de coisas que, com o tempo, vão se desgastando e levando suas expectativas mais e mais fundo.
 Minha paciência é o topo da lista e a base da pirâmide; quebrada e corrompida, facilmente abalada, carregada com um alto calibre de rispidez. A junção de todas as últimas situações me deixaram fora de circulação; não foram pelas falhas técnicas do meu PC nos últimos dias e nem pela intervenção forçada de outrem, mas porque estive smplesmente afim de ficar off. Meu clímax fora desencadeado numa febre anormal, num dia inoportuno e nas condições erradas. Esperava mesmo explodir, enquanto tudo que consegui foi me debruçar em qualquer canto achando que iria morrer de tanta desgraça.
 Mal-agradecido. Tenho ouvido muito este peculiar adjetivo; se encaixa a mim pois se verdadeiramente vox populi, vox dei (a voz do povo é a voz de Deus), este é meu julgamento e minha pena é a retirada de tudo que me foi dado, mesmo que indiretamente. Fui criado por uma humildade que não consegui aprender, e cresci acostumado com os bons padrões estabelecidos pela amiga sociedade; não posso ser jogado assim, para aprender a viver, como se nada disso fosse refletir em mim agora. Talvez eu devesse ter aprendido tudo mais cedo, mas fui tão quebrado e estragado quanto a maioria do que me cerca.
 Somos acostumados a criar válvulas de escape para os problemas, e ainda que não seja propriamente honroso, fugir é sempre a melhor opção quando sangrar já não vale mais a pena. Logo, todas as válvulas estão quebradas e não existe acesso a nada - do literal ao figurativo. O mundo está se fechando e as paredes dos nossos próprios erros começam a nos esmagar. Devagar elas falam... sussuram... ferem...
 É difícil então parar para pensar claramente. O desespero é algo terrível, não pelas atitudes que estimula, mas por conseguir cegar toda a razão que restou em suas vítimas. Se tudo é uma fase, seja ela boa ou ruim, passará um dia e fará bem à memória no futuro. Por mais obscuras que sejam essas viagens, toda lembrança é válida e carrega consigo partes do que você foi, o que queria ser, e o que enfim se tornou.
 A força chegou então. É inesperado, e pode vir como um ombro amigo, um encontro não marcado, obras do acaso ou mesmo uma longa e prazerosa conversa por telefone. Nos últimos dias me senti tão cansado dos meus problemas que tive a sensação de que eles se cansaram de mim também. Na manhã seguinte eu não os vi mais, eles foram embora mas deixaram aqui sua nota de retorno.

 Bom mesmo foi poder sair de casa e sentir o ar matinal sem o medo de que cada segundo daquele fosse nada além de mais um dia perdido e pensamentos vagos. Foi prazeroso poder encarar o sol como revigorante em vez de insuportávelmente quente, sentir que seu brilho forte não se tratava do ouro dos tolos, e que ao contrário do que dizem, ele não brilha para todos. Não acreditei em mim mesmo quando percebi que estava convidando aquela garota pra sair; há tanto tempo não fazia isso que me senti um perfeito bobo, sem saber o que fazer em seguida. Simples coisas me fazem crer que sim, eu ainda estou vivo!


 Paerando entre os pertences e outros valores que se quebraram neste periodo de mera existência, tudo está se encaixando e novas perspectivas estão surgindo. A cabeça ainda dói um pouco e muita bagunça camuflada deve ser organizada antes tudo saia do eixo novamente. Sem pressa, estou caminhando por um caminho desconhecido, um corredor repleto de portas que anseio em abrir. Não quero permissão, apenas a condição necessária; e até a hora chegar, "vou consertar minha asa quebrada e descansar..."

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Nunca é o Bastante

 Sorrateiro, deselegante, vai além de uma regra, quase um mandamento. E quem está satisfeito, afinal, quando nenhuma definição dada a este pequeno trapo será consideravelmente aceitável, ou adequada aos gostos de todos os fregueses? Esta não é lei da selva, do homem ou de Deus; ela passa longe de frases prontas vistas em filmes e lidas no jornal de domingo. As parábolas cristãs e os versículos bíblicos não se destacam diante de tal insatisfação, onde nem mesmo Murphy e sua lady podem interferir.
 Confuso? Olhe para si mesmo e tente enxergar as tonalidades fortes do sangue que te pagam e da sua demanda por ele. Depois de muito se enojar, respire e entenda que é natural, tão normal quanto uma fome canibal. E não é o bastante; nunca foi e nunca será. Se aplica em mim, à você e ao outro; em nós, vós e todos. Integral ou abreviado, sem preconceitos quanto a condição, sofrimento ou pressão.
Nunca é o bastante.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

♪♫ Blackbirds

Linkin Park - Blackbirds (Tradução e Música)

Largue isso; levante-se... vá para as ruas.
Melhor prender aquele moleque...
Rosto cheio de dentes, quando solta um cuspe,
estimulando a batida como uma fera,
agitando o quarteirão no repeat.
Fala de cortes como rajadas de sangue,
tinta vermelha nas mangas de quem você ama.
Deixe os doentes morrerem e os sinos vão tocar,
ponha moedas sobre os olhos, deixe o morto cantar...

Eu me arrepio e tremo de calor e frio.
Estou sozinho... comigo mesmo.
A cada erro eu cavo esse buraco,
através da minha pele e ossos.
É mais difícil recomeçar,
que nunca ter mudado...

Com pássaros negros me seguindo,
estou cavando minha própria cova.
Eles se aproximam, me engolindo...
a dor vem em ondas.
Estou recebendo aquilo que dei.

Eu suo nos lençóis enquanto a luz do dia desaparece,
tanto quanto eu me desgastei.
Fui aprisionado dentro dos erros que cometi,
esse é o preço que eu pago.
É mais difícil recomeçar,
que nunca ter mudado...

Com pássaros negros me seguindo,
estou cavando minha própria cova.
Eles se aproximam, me engolindo...
a dor vem em ondas.
Estou recebendo aquilo que dei.

Eu caio no chão como eu fazia antes.
Pare de olhar, estou tossindo, não posso mais ficar assim.
O que eu quero e o que eu preciso estão em constante guerra,
como um poço cheio de veneno, uma alma podre.
O sangue corre fraco, a febre arde...
e eu tremo pelo inferno que estes hábitos trazem.
Deixe os doentes morrerem e os sinos vão tocar,
ponha moedas sobre os olhos, deixe o morto cantar...

sábado, 27 de agosto de 2011

Smells Like "What?!"

 Uma salva de palmas para Miley Cyrus!
 O maior mal exemplo juvenil criado pela Disney virou destaque na última semana, mas não por seus próprios esforços, e sim porque foi votada e eleita pelos leitores da Rolling Stone americana como o pior cover da história, por tentar (da forma mais infeliz possível) interpretar Smells Like Teen Spirit, do Nirvana. Quem não conhece o lendário single, pode conferir aqui; e logo abaixo, segue a espalhafatosa versão de Miley para o rock'n'roll clássico. Sem exageros, uma verdadeira ofensa...


Ah, calaboqui Hanna Montana!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Ensino Médio - 3º Ano

 Este é um bom dia; pertinente eu diria. Tenho usado dias como este para dar sequencia aos trapos desta série - este é o último.
 Depois de uma temporada de aventuras "longe de casa", retornei com absolutamente nada em mente. O tempo que passei  foi o suficiente para gravar memórias eternas em mim; memórias de amigos, amores, e de um lugar absolutamente mágico.
 Chegar aqui sabendo que não voltaria mais (por enquanto) me causou um certo pânico, mas a vida deveria suguir seu rumo natural e, novamente, aquele mesmo pensamento tomou a frente dos planos:
"preciso prosseguir com meus estudos."

 Um súbito início de ano se aproximou sem dar chance de respirar. Haviam poucas opções de escola pública, já que meus méritos passados ainda não me garantiam algo privado; entretanto, influências familiares me posicionaram num lugar bastante peculiar às culturas quadradas de minha hereditariedade. Era lamentável estudar ao lado de patífes como aqueles. Todos tão presos e ansiosos por sua própria liberdade, moldados à vontade da sociedade politicamente correta. Faziam o que haviam de fazer para cumprir os desejos de sua juventude, mas nunca baixavam suas máscaras podres. Não preciso entrar em mais detalhes para chegar ao ponto em que surtei e pedi minha carta de auforria - posso assim dizer. Descobri a peste que me fez querer abrir mão dos estudos. Logo, me livrar de todos aqueles malditos fantoches protocolados me fez bem, foi quando descartei todas as posíveis idéias de rendição.
 Mais tarde, consegui uma vaga e muitas ameaças de reprovação num colégio que mudaria minha vida nos próximos meses e através dos anos (até hoje). Um lugar simples, mas lotado de inúmeras personalidades únicas e atitudes ousadas, ainda costumo dizer que enfrentar o Firmo é como bater de frente contra todos os seus pecados - sem ter ao menos a chance de se pronunciar.
 Foi ali que retomei parte do que perdi sem saber muito bem de onde parei. Pude conhecer novos rostos e conceitos dos mais variados tipos, de radicalidade irracional às mais imbecis formas de respeito - tratando assim na maior educação. Contudo, um lugar divertido e bem acolhido pelo coletivo bom-humor; apesar do forte senso comum. Dentro e fora daqueles muros, ninguém era corajoso o suficiente para desafiar seus inimigos e tampouco covarde para se esconder; dias dominados por uma extrema tensão eram constantes e a escancarada vista para a rua não ajudava muito, mas o cair da noite sempre trazia consigo o incentivo de um próspero descanso, e a expectativa de um novo dia para consertar seus vacilos.
 Novos projetos nasceram, um personagem ousado e sem nomenclatura definida fora marcado para sempre nos murais do semestre, enquanto danças de colégio e votações de consursos malucos davam sequencia às loucuras compartilhadas por todos aqueles que, de braços abertos, acolhiam todas as nobres causas.
 Das extremidades nasceu um amor único e inexplicável. Quem tentou destruí-lo caiu e nem mesmo os dias mais violentos desuniram suas mãos - banhadas em risos e lágrimas. Ainda não definiram se ele era o cara certo para ela, mas sabiam que ela sim, era bonita demais para ele. Como dizia um velho provérbio, não durou muito tempo mas foi intenso o suficiente pelo tempo que durou. Inevitávelmente, os corações e as almas de muitos amantes e ficantes foram despedaçados e aparentemente cicatrizados pelo tempo, que deixou sua marca permanente em todos que cruzaram a passagem dessa errante trilha de emoções.
 Quando ela se foi, eu fiquei. E no fim, era só mais um recomeço... e não houveram garantias até que ele chegasse. Datas especiais escorreram junto as umidas tardes de verão até o resutado final, digno de inveja para muitos. Eu havia passado com sucesso e destruído todas as ameaças que alimentavam minha reprovação. Um estado psicológico abalado pelo terror fora substituido por triunfos inimagináveis de uma glóriosa caminhada até em casa. Ao som do melhor do dia, mais uma etapa fora, enfim, vencida.

Série Ensino Médio:
 Ensino Médio - 2º Ano (Parte II)
 Ensino Médio - 3º Ano

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Preço e Valor

"Não, eu não irei vender meu PlayStation 2 só porque tenho um Xbox 360 em pleno funcionamento!"

 Ainda que tal possibilidade tenha sido cogitada, foi preciso um esbarrão do tempo para perceber a diferença tecnológica e - não menos importante - sentimental entre eles. Parece assunto de nerd, mas responda-me então: quanto custa a cadeira na qual você está sentado? Caso não esteja sentado, quanto vale o esforço de ler este trapo de pé, ou deitado, ou sejá lá como você estiver? Possuimos respostas óbvias e até mesmo bastante precisas para muitas perguntas, enquanto para outras, simplesmente não sabemos o que responder e adotamos nosso peculiar silêncio da ignorância. A mensagem é objetiva, portanto não há muito o que render diante de observações tão simples e ao mesmo tempo tão complexas. Particularmente, me surpreendi quando reconheci o valor que pouca coisa pode ter e o preço de certos valores inestimáveis. Me senti tolo por não haver percebido tais maravilhas muito antes.
 A queda livre deste pensamento pousou na minha cabeça nas primeiras aulas de economia (na faculdade) e rasgou uma cortina de muitos conceitos errôneos que vinha sustentando acerca dos gostos e opiniões de pessoas próximas. É claro que muitos dos meus preconceitos não foram (e dificilmente serão) quebrados por esta simples matéria, mas é certo que estou aprendendo a refletir melhor sobre tudo que me cerca e sobre o propósito de cada coisa. Estes novos conceitos de comportamento não estão ligados a divindades ou a outras formas sobrenaturais e metafísicas; este propósito mergulha além das fronteiras do meu e do seu pensamento, e uma vez compreendido, será difícil erradicá-lo.

 Desde pirralho sempre sonhei em usar tênis All Star. Por motivos que nunca adentraram muito bem na minha cabeça, eu não podia usar o maldito calçado, e eram tantos os empecilhos que quando finalmente tomei meu primeiro All Star em mãos, não pude acreditar. Parecia surreal, além da sensação tosca de cuidado, como com um item emprestado, como se os tênis fossem fugir do meu domínio. Se algum diabo ousasse estrear meus novíssimos pisantes, então, eu logo partia para a arrogância. A cada manhã e sempre que necessário, era primordial que cada centímetro dos cadarços estivessem bem alinhados e limpos antes de serem calçados ou guardados. Este era eu, insuportávelmente munido de belos tênis All Star. Ontem, porém, olhei para o meu atual modelo surrado e desalinhado e tive uma certa pena dele; remorço acompanhado de nostálgicas lembranças de um dia ter jurado tanta fidelidade a estes tênis. Um pertinente vácuo atravessou meu cérebro até ser preenchido pela minha resposta: ainda que, de fato, exista valor, este agora é bem menor...
 Tantas reflexões sobre algo tão simples me fizeram crer, depois de um certo autoperdão, que não vale a pena julgar valores passados, modificar os presentes e nem mesmo premeditar os futuros. Estes valores são tão íntimos que nem mesmo aquele que o detém e afirma sua existência pode calcular sua imensidão. E não importa seu preço, os sacrifícios feitos, as trocas necessárias ou o prazo estipulado; existirá um valor pessoal que estará sempre acima de qualquer um destes pobres itens utilitários.
 Dessa forma, o que vale pra mim pode não valer para você, ou este mesmo valor pode simplesmente não ser tão alto, ou tão insignificante ou ainda menos tão equivalente ao que vale para mim. Pode ser ele humano, pessoal ou até mesmo um valor material... quem somos nós para julgar o valor das coisas?
 Tão relativo, denso, poderoso e oculto pode vir a ser; chegando despercebido através de simples realizações ou choques inesperados. Portanto, não meça esforços para obter o que vale sua satisfação; dê e ela o valor merecido e respeite-o quando precisar ir embora, para que outros valores possam entrar.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Na Faculdade

 Segundo minhas leigas observações pré-universitárias, graduação seria sinônimo de terror psicológico e atentado ao suicídio. Sim, pois bastou receber a notícia da aprovação no vestibular que, logo após as felicitações, caíram sobre mim toneladas de informação improdutiva sobre os próximos anos de estudo.
 Mas o que diabos há de errado nisso? Se prestamos uma prova para sermos ingressados numa faculdade, suponho que a intenção seja estudar mesmo, e estar apto a aprender; logo: nada mais justo que estudemos durante cada período. Entretanto, muitos alunos e ex-alunos fazem questão de criar uma bruta ênfase contra as leituras e os diversos trabalhos propostos (e não impostos) pela instituição.

 Como faço parte dessa realidade há pouco menos de um mês, posso dizer - sem dúvida alguma - que o desespero e a agonia tomam conta dos pobres aflitos universitários, tanto novatos quanto veteranos. O que me leva a questionar:
Sou eu muito tranquilo, ou é o mundo assim tão aflito?
 Minha própria natureza me ensinou a estudar, trabalhar, lutar e vencer... sem nunca deixar de respirar.
 Então, pra que tanta correria? Viva! Minutos a mais ou a menos na lanchonete não vão detonar com os seus progressos; assim como você não precisa copiar cada palavra balbuciada pelos professores. Aprenda a conciliar livros e cálculos aos preciosos minutos da sua vida.

 De um lado, muitos apedrejaram meus ouvidos acerca da faculdade, enquanto outros me disseram ser uma das melhores fazes da juventude. Mesmo estando aqui há pouco tempo, não nego a segunda afirmação. A faculdade dispõe ao aluno uma espécie de liberdade oculta. Essa estranha possibilidade de agir como bem entender, assumindo quaisquer consequências é, senão, muito justa. Porém, metade dos alunos não percebem que estão livres para tomarem suas próprias decisões e acabam transformando o ambiente universitário num jardim de infância com grades e cerca elétrica. Pobres coitados como estes saem de qualquer curso bem sucedido e caem direto na turma do melancólico professor epitáfio.

 A nova experiência, na prática, tem sido muito produtiva. Com 1º e 2º períodos misturados, existe uma sensação natural de separação dentro de sala, e nem mesmo as investidas da galera veterana consegue quebrar o gelo dos novatos chatos (sem generalizar, é claro). No geral, a teoria da afinidade sempre funciona; formam-se grupos em toda parte e logo você já está assando dentro de uma panela. Algo curioso na faculdade é que grupos distintos passam a existir, coisas que não se vê muito no ensino médio, como o grupinho das mulheres casadas, das pessoas mais velhas, dentre outros mais interessantes. Logicamente, existem os CDFs (Comitê do Desespero Frenético), o grupinho fanfarrão, os viciados em futebol, as feias e desprezadas, os nerds (que são bem diferentes dos CDFs), as patricinhas pau no c# e por aí vai...
 Estou gostando de vivenciar e escrever sobre isso, e poderia ficar horas descrevendo o que vejo, ouço e testemunho nos agridoces arredores universitários, sem contar aquilo que faço de vez em quando. Mas ainda sou novato, não tenho amigos, só gente implicante me cobrando trabalho. Sem neura, ainda há tempo para rever conceitos e preconceitos, e serão diversos períodos repletos de muitas opiniões que, certamente, estarão aqui no TRAPO em breve. Até lá, talvez as profecias de Leno, o sábio, estejam finalmente corretas... e que mais cedo ou mais tarde, isso tudo termine numa orgia. Disgusting!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

19

 Já fui Jesus no mesmo dia em que entrei na pele do Diabo. De todas as promessas que não cumpri, a maioria fiz a mim mesmo. Fui desleal. Já roubei e tive vontade de matar, me senti descaradamente roubado sem ao menos saber o que tiraram de mim. Investi pesado em planos sem perspectiva. Sonhei alto em nuvens carregadas de ilusão. Fui patéticamente tolo, ignorante e muito estúpido. Recorri ao desespero como primeira opção, caí na porrada, batendo e apanhando dobrado. Ainda crescido, chorei como uma criança sem colo. Paguei caro por cada palavra mal dita. Desisti de cumprir acordos, me esqueci dos combinados, rasgei muitos contratos, quebrei regras e sim, pensei que nunca fossem descobrir.
 Já beijei várias garotas numa mesma noite, e nenhuma durante meses. Já me arrependi por ter traido e novamente chorei - entretanto, superei. Me arrependi também de coisas que não fiz, quando acabei descobrindo que é melhor conhecer os resultados, por pior que eles sejam, do que ficar na vontade, fantasiando possibilidades. Já questionei minhas origens, minha criação, meus hábitos, minhas vontades e minha própria natureza. Tentei modificar aquilo que não deve e não pode ser modificado de maneira alguma. Já tentei fingir, muitas vezes consegui, e por isso eu menti... e como menti.
 Já discuti com meu alterego inúmeras vezes. Enfrentei violentas guerras entre razão e emoção, e ainda que muito sensato, fui explicitamente corrompido e desvalorizado. Com minha experiência, resgatei corações aflitos do infortúnio. Aprendi a não sentir pena de nada e dar mais créditos às minhas virtudes. Sofri bulling por ser diferente, pensar diferente e agir diferente; mais tarde compreendi que o valor da personalidade, inevitávelmente, incomoda. Experimentei doses de obsessão e loucura - tive muito medo daqueles que não as controlam. Explorei grandiosos impérios governados pela burrice e conquistei terras singelas às quais jamais imaginei pisar. Estive atento nas partes mais distintas do mundo, enquanto disperso para todo o resto. Já estive cercado por loucos que desconheciam todos os meus traumas.
 De católico fui à crente, permitindo que infectassem meu cérebro com doutrinas ridículas. Descobri o que é o bom senso e agora estou desviado de tudo o que me desgasta. Cheguei a pensar que a verdade estava descrita num único livro, mas desconfiei de sua credibilidade quando percebi que cada ser acredita apenas naquilo que lhe convém. Estive despreocupado quando finalmente aceitei que grande parte do mundo precisa ouvir um pouco dessas historinhas fantásticas para dormir em paz e seguir em frente.
 Já estive à beira da loucura. Passei por tratamentos psicológicos que me ajudaram a entender quem e o que sou. Tomei para mim o conceito de que todos, sem exceção alguma, precisam se tratar. Já fui negado e julgado pelas aparências, primeiras impressões e amores à primeira vista. Pratiquei o desapego, descobri o amor próprio, dei ênfase ao egoísmo, me tornei insuportável... enfim, eu nasci assim.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Reverie

 Um homem velho, solitário e cheio de arrependimentos nos avisou enquanto viravamos a esquina que o mundo acabaria em breve. Logo, vimos na TV especulações sobre o calendário Maia, que previa o fim de tudo... e em todo lugar se falava deste fim - um fim sem fundamentos lógicos que há muito promete chegar. Entretanto, tudo o que ainda vemos é o futuro, profundamente perdido em nossos sonhos.
 E o que seria de nós sem eles... sem os tais sonhos, ou sem as doces alucinações que nos permite escapar das promessas que nos causam tanto medo e ansiedade? Sabemos que não estamos muito bem por dentro, afinal, nada disso é real, senão uma louca vontade de que tudo fosse ao menos... diferente. Tantos sonhos nos conduzem à uma passiva e agradável insanidade, mas quando caímos nas inúmeras possibilidades que podem destruir nosso pequeno mundo e afundá-lo numa fossa ainda maior que próprio fim, não nos resta nada além do desespero. Talvez seja este o nosso fardo, uma eterna sina - vagar à beira de um iminente colápso, fantasiados como heróis do impossível, acima de todas as consequências.
 Ainda inseguros, sabemos que este medo está espalhado por toda parte e nos vigia a cada segundo; com passos silênciosos e mortais... nos causa um arrepio sinistro. Imóveis, não sentimos nada além de um frio devastador explodindo em nossas entranhas. Nossos corações pulsam ao sermos consumidos por outro acesso de loucura coletiva. Cada momento à frente é instável demais e pode, a qualquer perturbação, colidir com a verdade, em todos os seus meticulosos detalhes e entalhes violentos. Este é o nosso abismo sem profundidade certa, mentes interligadas mergulhando adentro no futuro, onde o talvez é a única certeza. Fechem os olhos, amigos, é o nosso último passeio... nosso estranho e acolhedor devaneio.


domingo, 31 de julho de 2011

ESPECIAL Harry Potter



Saudações Pottermaníaco!

 Confira abaixo a lista completa dos trapos do mês de julho para o ESPECIAL Harry Potter. Não deixe de ler nenhum...

ϟ 11/07 - Harry Potter: O Grande Clássico de Uma Década
ϟ 12/07 - Trailer Final de Relíquias da Morte - Parte 2
ϟ 13/07 - Linha do Tempo
ϟ 14/07 - Mapa Astral ¿!
ϟ 15/07 - Teste
ϟ 18/07 - Crítica à Relíquias da Morte - Parte 2
ϟ 22/07 - Pop/Rock Potter
ϟ 31/07 - Enfim...

ϟ HP: Enfim...

 Finalizando nosso ESPECIAL, a cicatriz na testa de Potter marcou muito além de sua história em particular, tal como uma década inteira de fãs e haters.
 Foi neste último ano que, finalmente, a saga acabou entrando para história com incríveis recordes de bilheteria e estréia em todo o mundo. De agora em diante, só resta aos fãs do bruxo guardarem na memória cada página escrita por J. K. Rowling e, é claro, todos os oito fantásticos filmes produzidos pela Warner.
 Entretanto, não poderia ser diferente que a história tomasse outros rumos - assim como os atores da série. Enquanto os produtores da Hustler Video trabalham numa versão pornô de Harry Potter - analisando o que poderia ter ocorrido atrás das portas de Hogwarts - o produtor Guillermo Del Toro está de olho em Emma Watson para sua nova versão do clássico A Bela e A Fera. No lado masculino, Daniel Radcliffe dará continuidade em sua carreira atuando no suspense The Woman In Black, que tem estréia prevista para o ano que vem; enquanto Rupert Grint irá interpretar Eddie "The Eagle" num filme de mesmo nome.
 Harry Potter acabou e... a vida continua amigos! Afinal de contas, nada como um grande final para um grande história, não é mesmo?
Agradeço a todos que acompanharam o ESPECIAL aqui no TRAPO.
Um abraço...

terça-feira, 26 de julho de 2011

A Alienação Parou...

... para observar o Bom Senso. Por cima o encarou, aguardou um momento e, num ato de total desrespeito, pisou e o arrastou contra a sola gasta dos seus sapatos. Insatisfeita, a Alienação derramou sobre o Bom Senso sua saliva ácida e podre, infectada de clichês que nunca irão parar de se repetir. Sentindo o cheiro queimado de suas entranhas, o Bom Senso encarou a Alienação, tendo certa dificuldade, mas também total consciência do que estava fazendo e disse:
"Mate-me logo, pois eu me recuso a desfrutar do mesmo chão em que tu pisas."

♪♫ Slaying The Dreamer

Slaying The Dreamer - Nightwish (Tradução e Música)

Eu sou um pastor para o mais pobre sacrifício,
sou ainda uma balsa em um oceano de remorso - remorso e cobiça.
Você se banhou em meu vinho,
bebeu do meu cálice, 
zombou da minha rima.

Sua língua lambeu minhas dolorosas feridas.

Enfie uma estaca no meu coração,
e me arraste até a luz do sol.
Tão vigilante à sua cobiça,
enquanto está matando o sonhador.

Canção do Cisne para o Desejo da Noite.
Deus, como dói, dê um nome à minha dor.
Ervas daninhas crescem em nosso caminho para o inferno.


Enfie uma estaca no meu coração,
e me arraste até a luz do sol.
Tão vigilante à sua cobiça,
enquanto está matando o sonhador.

Me culpe, sou eu - covarde - um bode expiatório inútil.
Garoto burro, vivendo um sonho, romântico apenas no papel.
Diga-me porque você levou tudo que era meu!
Fique onde está, não me leve à perdição.

Acorde, ceife as ervas daninhas!
Você não seria nada sem mim.
Tire minha vida se tiver o coração... coração para morrer!

Desgraçados, infectaram minha alma.
Estupraram minhas palavras, me fizeram de idiota.
Juntem seus brilhantes preciosos e me deixem em paz.
Os Grandes Heróis estão todos mortos,
e eu estou cansado, também...
eu, verdadeiramente, odeio todos vocês!


sábado, 23 de julho de 2011

By Dawn*


A Colher, no conto de Ginosaji, representa o instrumento usado para torturar certas almas infelizes/amaldiçoadas. Assim, de modo antagônico, o Trapo nos atinge ao decorrer dos dias, com inúmeras "colheradas" de risos e histórias antigas, sempre ótimas.
Confesso que não acompanho o Trapo fielmente mas fortemente recomendo.
Hoje, como citou o "amigo" abaixo, fizemos uma pequena trollagem aqui no Trapo mas que fique registrado, foi uma de coração. Afinal, dormir antes de visitas não é coisa que se faça.. hehe
Espero que o Xurupitah não surte quando descobrir esta pegadinha e em esclarecimento, o título da postagem se refere ao horário da mesma. Abraços!

Alvorecer*


        Vocês devem estar se perguntando o porque desta postagem ser tão comum, mas isso é pq neste momento, quem aqui escreve não é Sérgio Bittencourt (Xurupitah). Vocês podem perceber pela caligrafia ou até mesmo pelas palavras usadas que quem aqui se encontra é outra pessoa. Bem, coisas desse tipo acontecem quando vc convida os seus dois amigos "hackers" para dormir na sua casa, deixa seu PC ligado e vai dormir...
Legal, pediu pra ser trolado XD....
De certa forma vcs ja me conhecem como aquele que ajudou a fundar o trapo, apesar de na verdade so ter mostrado os blogs ao Sérgio. E agora pra encerrar essa trolada épica, quero dizer que o trapo é um blog excelente, que o Sérgio é um cara muito gente fina (peça rara) e que agora o próximo passo é invadir o pentágono.... muhuhuhuhahahahha

sexta-feira, 22 de julho de 2011

ϟ HP: Pop/Rock Potter

 Comemorando o fim da saga, a NextMovie mesclou personagens de Harry Potter com grandes clássicos do pop e do rock. São oito capas de discos famosos que conseguem convencer; e nessa brincadeira toda, não pouparam nem mesmo os comensais ou as relíquias da morte... confiram!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Ensino Médio - 2º Ano (Parte II)

 Há muito tempo venho alimentando a vontade de escrever sobre essa suposta segunda parte, mas vinha, desde então, esperando a hora certa. É estranho falar sobre hora certa quando se trata de uma simples postagem, mas essa aqui - em especial - merece uma parte mais generosa da minha dedicação.

 Foram tempos difíceis. Ergui minha cabeça e encarei por um momento - ainda que chorando - tudo o que havia conquistado. De longe, não eram apenas boas notas e bons amigos; brevemente, não era apenas uma vaga num curso qualquer de aprendizagem; e com certeza, ela não era só mais uma pra mim. Esperei por muito tempo pela chance de crescer e tentar conquistar as bases estáveis que qualquer um desejaria conquistar, estive tão perto que pude sentir quando tudo desmoronou. Era a hora de ir embora.
 Mudar de cidade é algo tão comum nos dias de hoje, que acredito plenamente que tal experiência seja saudável, exceto, quando se está fugindo da morte. Tal fuga fora tão desesperadora que não foi preciso mais de uma semana para que eu já estivesse bem ali: em frente ao meu novo apartamento, numa cidade completamente desconhecida, enfrentando um estranho e inevitável recomeço.

 Me lembro bem dos detalhes, do sol iluminando cada cômodo ao longo da tarde e do maravilhoso crepúsculo que irrompia os céus antes do cair da noite. Meus dias eram tão solitários quanto meus pensamentos. Ouvia sempre o mesmo CD com as mesmas músicas e a falta da internet me deixava ainda pior. A saudades dos velhos amigos apertava e não sabia o que fazer quando tudo já havia sido feito. Não haviam mais jogos que preenchessem meu tempo, nem músicas que me despertassem emoções, e minhas idéias já não fluiam tão livremente como de costume. Meu cérebro estava prestes a se atrofiar, mas boas notícias sempre sabem a hora de bater à porta. Minhas tediosas férias estavam perto do fim e, mesmo em outra cidade, eu teria que levar adiante meus estudos.

 Não foi difícil escolher, mas a vaga foi dura de conquistar. Uma magnífica e bem estruturada escola erguia-se sob o comando de uma diretora montada em conceitos muito radicais. Entretanto, era ali que eu passaria o resto do ano, e possívelmente o próximo, não sabia quanto tempo eu teria de ficar. Rapidamente tudo que era preciso para recomeçar já estava à postos, mas a sensação de sair de casa para o 1º dia numa outra escola me fez pensar em como tudo aquilo aconteceu, em como fui parar ali, e em tudo que eu havia planejado antes disso. Mais uma vez a tristeza me fez companhia, mas não valia a pena chorar agora. Tudo que eu podia fazer era aceitar o presente e me preparar para o recomeço.
 Ora, quem são essa pessoas?  Pensou o novato - eu. Tão diferentes e de hábitos estranhos; suas gírias me faziam querer morrer de rir. Como sempre, no fundo da sala, tudo era mais divertido e dava pra ter uma visão mais ampla de todos os indivíduos aglomerados naquelas carteiras. Mas a pior parte em ser novato é ter que ouvir os sarcásmos dos professores quando você se comporta mal, ou os apelidos que inventam pra você por não saberem o seu nome - ou simplesmente por não quererem pronunciá-lo.
 Cedo ou tarde, acabei morrendo para que o melhor de mim ganhasse fôlego.


 Vulgo Xurupitah, dentro de seu humilde apelido e sua forte personalidade existiram honras e façanhas que nem todos chegaram a conhecer. O cara da barbicha, o menino que vira touro, o aspirante à dançarino, o promotor de concursos de beleza, ou o mestre amador de RPG. Para além de todos os seus outros pseudónimos, Xurupitah tinha especiais peculiaridades que fugiam de seu controle paranormal; dentre elas, uma paixão única e tão forte que ainda hoje queima em seu coração. Ah, sim, Xurupitah havia se apaixonado por uma bela moça. Mas além deste amor forte e incondícional, existiam também, é claro, aqueles que lhe proporcionavam o prazer de chamá-los melhores amigos do mundo.
 Muitos o seguiam, mas poucos conseguiam acompanhá-lo. Dentre eles, um rapaz furioso que Xurupitah gostava de provocar, ainda que nenhum sangramento ou fratura exposta erradicasse a forte amizade entre os dois fanfarrões. Não muito longe dali, uma dupla de malucos nerds chegaram rapidamente para então formar a equipe que, com todos os seus assuntos e planos físicos, astrofísicos e metafísicos para dominar o mundo, conquistariam a maior das virtudes. Um dos nerds ainda é o garoto mais cretino e maledicto que Xurupitah conheceu em vida, o outro vinha a ser também um exemplo, grande visionário e caçador de fantasias - um amigo especial e inesquecível, pois dele veio a inspiração que mais tarde criaria o TRAPO.
 Acompanhado destes e outros cafagestes, Xurupitah passava seus fins de tarde se empanturrando de pão de queijo e pon chic ao som de inúmeras risadas acerca de assuntos idiotas. E já não importava mais o valor da conta ou se era tarde da noite e sua mãe acharia ruim; estar ali, na companhia dos melhores parceiros que uma pessoa poderia conseguir na vida, era tudo que realmente lhe fazia diferença. Mais tarde, as balelas continuavam incessantes no caminho de volta para casa, assentados na calçada ou em pequenas reuniões. Incansáveis, insuperáveis e insuportáveis - os eternos amigos de Xurupitah Masters.


 Depois de seis meses acordei como se tudo fosse um sonho mal acabado, e quando olhei em volta, meu quarto estava repleto de caixas e mais caixas lotadas de tralha de mudança. Naquela manhã, senti que aquele que fui durante algum tempo havia morrido e passado a existir apenas em algum lugar distante dentro mim - mas ainda existia, estava vivo e eu sabia. Nada fazia muito sentido quando parei e pensei em tudo que havia conquistado e estava deixando para trás outra vez. Eu não queria abandonar tudo de novo, mas dessa vez nada parecia forçado, e meu adeus pareceu sair espontâneamente.
 Sinto falta das ruas, do cheiro do apartamento, das caminhadas na linha do trem e de todos os momentos únicos que marcaram uma vida de mentiras com as mais profundas verdades. Me senti autêntico e vivo no momento que me conformei que, de fato, eu não estava voltando, mas sim seguindo para outro ponto de encontro e para novas aventuras. Sendo agora como este que me tornei, mas nunca como aquele que sou quando estou lá, na terra que amo de onde não nasci. Veio então à minha cabeça assuntos que os mais velhos um dia me disseram, sobre as melhores fases da vida. A sensação era confusa demais e durante algumas horas eu não sabia se sorria, ou se lamentava, por haver descoberto que o antigo segredo é real, que toda vida tem sua melhor fase, e que eu não poderia ter escolhido dia melhor para postar isso.


I'll come back, my friends!

Série Ensino Médio:
 Ensino Médio - 2º Ano (Parte I)
 Ensino Médio - 2º Ano (Parte II)
 Ensino Médio - 3º Ano